Prêmio Nobel da Paz para as FARC?

A JOR­NA­LISTA CON­VI­DADA DE HOJE: GRAÇA SALGUEIRO

Guerrilleros FarcA imprensa bra­si­leira vem dando grande des­ta­que à ques­tão das víti­mas seqües­tra­das pelas Forças Arma­das Revo­lu­cio­ná­rias da Colôm­bia (FARC) e do fra­casso na ope­ração que liber­ta­ria a prin­cí­pio a ex-candidata pre­si­den­cial da Colôm­bia, Ingrid Betan­court, e mais recen­te­mente três outras pes­soas den­tre as quais “Ema­nuel”, o filho de Clara Rojas, nas­cido de uma relação desta com um terro­rista do bando narco-guerrilheiro. Entre­tanto, com o fra­casso das duas ope­rações, as bril­han­tes con­clu­sões a que che­ga­ram, em unís­sono, todos os meios de comu­ni­cação são estas: 1. Uribe é o grande cul­pado por­que “rom­peu” o acordo de ces­sar fogo na área onde se faria a entrega; e 2., as FARC fize­ram Chá­vez de pal­haço e lhe pas­sa­ram a perna.

Há mais coi­sas entre as FARC e Chá­vez do que supõe a vã taga­re­lice tupi­ni­kim. Segundo fon­tes de Inte­li­gên­cia, diplo­má­ti­cas e ex-guerrilheiros deser­to­res, as FARC encon­tra­ram seu san­tuá­rio na Vene­zuela. 30% das 600 tone­la­das de cocaína que cir­cu­lam anual­mente pelo mundo tran­si­tam pela Vene­zuela, com a cum­pli­ci­dade, por coni­vên­cia ou omis­são, de ele­men­tos impor­tan­tes do governo vene­zue­lano. Esta cum­pli­ci­dade é ativa e cons­tante em nível ope­ra­cio­nal, nas zonas de fron­tei­ras onde exis­tem ati­vi­da­des mili­ta­res e dos nar­co­tra­fi­can­tes, e mais pas­siva quanto mais pró­xi­mas do Governo.

(Argentina Flag leer en espa­ñol )

A infra­es­tru­tura vene­zue­lana des­ti­nada ao fluxo de cocaína das FARC cres­ceu de forma tão expo­nen­cial nos últi­mos cinco anos do governo de Chá­vez, que ele deci­diu expul­sar a agên­cia norte-americana anti­droga (DEA) de seu país em 2005, para gáu­dio de todos os narco da região. Os vôos não auto­ri­za­dos “sus­pei­tos” foram amplia­dos de 3 para 15 por semana desde 2006; pas­sou a for­ne­cer docu­men­tos de iden­ti­dade vene­zue­lana a gue­rril­hei­ros e pas­sa­por­tes aos líde­res, todos com nomes fal­sos, para que pos­sam via­jar para Cuba e Europa sem pro­ble­mas. Rodrigo Granda é um dos tan­tos exem­plos, inclu­sive votou pelo “SIM” no refe­ren­dum de dezem­bro último que pedia a modi­fi­cação da atual Cons­ti­tuição, em agra­de­ci­mento aos favo­res rece­bi­dos de Chávez.

Além disso, as auto­ri­da­des vene­zue­la­nas tanto dão pro­teção armada a qua­tro acam­pa­men­tos gue­rril­hei­ros fixos den­tro do terri­tó­rio vene­zue­lano, quanto fazem “vista grossa” a aulas sobre fabri­cação de bom­bas e trei­na­mento mili­tar às Forças Boli­va­ria­nas de Liber­tação (FLB), con­he­ci­das tam­bém como “boli­ches”, gue­rrilha criada por Chá­vez para defen­der o país da “inva­são norte-americana”. Segundo relata “Rafael” (nome fic­tí­cio de um ex-guerrilheiro), “Em junho ou julho eu havia rece­bido cur­sos na fabri­cação de explo­si­vos, junto com efe­ti­vos das milí­cias de Chá­vez, os ‘boli­ches’. Apren­de­mos ali, num acam­pa­mento den­tro da Vene­zuela, como armar dife­ren­tes tipos de minas quebra-pé e caça-bobo, e a armar bom­bas com C-4 rece­bido da Guarda Nacio­nal. Tam­bém nos ensi­na­ram a deto­nar bom­bas de maneira con­tro­lada usando tele­fo­nes celulares”.

Alguns líde­res pos­suem pro­prie­da­des, como é o caso de Ger­mán Bri­ceño Suá­rez, codi­nome “Gran­no­bles”, mem­bro do estado-maior das FARC e chefe da Frente 10 que pos­sui uma fazenda grande e luxuosa, pro­te­gida – segundo fon­tes de inte­li­gên­cia – pela Guarda Nacio­nal vene­zue­lana, con­he­cida como “Ran­cho Grande”, na loca­li­dade Elorza no estado de Apure. Esta fazenda está dis­tante do con­flito armado e diz-se que é lá – alguns ex-guerrilheiros afir­mam com segu­ra­nça – que está con­fi­nada a ex-candidata pre­si­den­cial Ingrid Betancourt.

O con­tato de Chá­vez com as FARC, segundo fon­tes de inte­li­gên­cia, é feito atra­vés de um dos sete líde­res máxi­mos, Iván Már­quez, cujo nome é Luciano Marin Arango que tam­bém pos­sui uma fazenda na Vene­zuela e que se comu­nica com Chá­vez atra­vés de con­ta­tos com os altos coman­dos dos ser­viços de inte­li­gên­cia vene­zue­la­nos. De acordo com um ex-guerrilheiro entre­vis­tado pelo jor­nal El País, “Ope­rar na Vene­zuela é a coisa mais fácil que há” por­que “a gue­rrilha das FARC está em cheio lá e a Guarda Nacio­nal, o Exér­cito e outros vene­zue­la­nos com car­gos ofi­ciais lhes ofe­re­cem seus ser­viços em troca de din­heiro. Nunca há enfren­ta­men­tos entre as FARC e a Guarda ou o Exér­cito”. Ainda segundo ele, as mer­ca­do­rias são repas­sa­das por camin­hão pela fron­teira; lá, a Guarda Nacio­nal vene­zue­lana já sabe de ante­mão, já foi subor­nada e deixa cru­zar a fron­teira sem pro­ble­mas. “De certa feita”, conta Rafael, “via­jei em uma carro par­ti­cu­lar, um Toyota Coro­lla com um capi­tão da Guarda Nacio­nal, cha­mado Pedro Men­doza, à base mili­tar cha­mada Fuerte Tiuna*. Entrei na base com o capi­tão que me entre­gou oito fuzis”. Segundo Rafael, a Guarda Nacio­nal tam­bém for­ne­ceu às FARC gra­na­das, lança-granadas e mate­rial explo­sivo de base petro­lí­fera C-4 usado para fabri­car bombas.

Segundo a con­cei­tua­dís­sima jor­na­lista vene­zue­lana Patri­cia Poleo, hoje exi­lada nos Esta­dos Uni­dos como per­se­guida polí­tica do governo vene­zue­lano, Chá­vez pagou às FARC 500 mil­hões de dóla­res para que o bando narco-terrorista emi­tisse um comu­ni­cado anun­ciando que entre­ga­riam os reféns a ele ou a alguém que ele indi­casse, como um ato de “desagravo” à des­cor­te­zia do pre­si­dente Alvaro Uribe quando can­ce­lou seus pla­nos de apa­re­cer perante o mundo como o “pala­dino dos direi­tos huma­nos”. Segundo as FARC, “a anu­lação da ges­tão faci­li­ta­dora foi um ato de bar­bá­rie diplo­má­tica con­tra o legí­timo chefe de um Estado-irmão e con­tra o povo vene­zue­lano, soli­dá­rios com a soli­ci­tação feita desde Bogotá”.

Durante quase três meses estes per­so­na­gens nefan­dos – Chá­vez, FARC, Fidel, os Kir­ch­ner – toma­ram conta do noti­ciá­rio numa ten­ta­tiva gro­tesca de lim­par suas ima­gens empor­cal­ha­das, usando e abu­sando das víti­mas de sua mons­truo­si­dade e de suas ingê­nuas e espe­ra­nço­sas famí­lias. Chá­vez havia sido repreen­dido perante o mundo inteiro pelo rei Juan Car­los e depois pela pre­si­dente do Chile, Michele Bache­let, na Cúpula Ibe­roa­me­ri­cana. Em seguida, per­deu a chance de se per­pe­tuar no poder e ofi­cia­li­zar a dita­dura comu­nista na Vene­zuela como desejava o morto-vivo Fidel. Uribe retira seu papel de media­dor com as FARC e, final­mente, estoura o escân­dalo da maleta com 800 mil dóla­res para a cam­panha pre­si­den­cial de Cris­tina Kir­ch­ner, eleita e já empos­sada atra­vés de gros­seira fraude. Para des­viar as ate­nções sobre este escân­dalo e afron­tar os Esta­dos Uni­dos, Cris­tina manda seu marido como faci­li­ta­dor, enquanto Chá­vez pla­neja tudo em Cuba com estra­gis­tas mili­ta­res de Fidel Cas­tro e dele­ga­dos das FARC, entre eles seu “chan­ce­ler” Rodrigo Granda e o líder Iván Már­quez, segundo infor­mou o jor­nal “El Uni​verso​.com”.

Por sua vez, as FARC per­ce­be­ram que esta era uma boa opor­tu­ni­dade para mos­trar ao mundo seu desejo de tornar-se um par­tido polí­tico e de ass­su­mir o poder da Colôm­bia, pois todos os holo­fo­tes esta­riam vol­ta­dos para suas ações e decla­rações. Então, de uma hora para outra, o mundo inteiro se mos­trou soli­dá­rio com a repen­tina “bon­dade” das FARC, esquecendo-se con­ve­nien­te­mente das quase 3.000 pes­soas seqües­tra­das, do sem-número de muti­la­dos – a maio­ria cria­nças, sem per­nas, por causa dos cam­pos mina­dos -; de que é obra des­ses sen­sí­veis “com­ba­ten­tes” a explo­são de uma bomba den­tro de uma igreja em 2002, com mais de 100 pes­soas em grande parte cria­nças e mul­he­res que abrigavam-se de seus ata­ques, e cujos res­tos dos cor­pos fica­ram pre­ga­dos nas pare­des; do “colar-bomba” posto no pes­coço de uma de suas víti­mas, uma mul­her; da “bicicleta-bomba” que fez voar pelos ares um garoto de 12 anos e que, final­mente, o pequeno Ema­nuel fora arran­cado do seio de sua mãe por­que “cho­rava muito”. Vejam aqui o que sig­ni­fica gesto huma­ni­tá­rio DE FATO, nesta ati­tude dos Mili­ta­res (forças LEGAIS) da Colôm­bia, para com uma menina ex-guerrilheira das FARC aban­do­nada à pró­pria sorte.

O jor­na­lista colom­biano Jorge Enri­que Botero ouviu da boca – e olhando nos olhos — do “Coman­dante” Raúl Reys, que Clara Rojas havia tido um filho com um gue­rril­heiro, em prin­cí­pios de abril de 2006 quando pro­mo­via seu livro “Últi­mas notí­cias da gue­rra”. Após esta ver­são de Botero e as decla­rações do inten­dente da Polí­cia, John Frank Pin­chao, o governo da Colôm­bia resol­veu pes­qui­sar e che­gou à con­clu­são que todos con­he­cem, inclu­sive o resul­tado do DNA já con­fir­mado. O que não foi divul­gado, até então, é como nas­ceu esta cria­nça, de que modo foi tra­tada e por­quê estava vivendo no Ins­ti­tuto Colom­biano de Bie­nes­tar Fami­liar (ICBF).

Segundo Pin­chao, atra­vés de uns bura­cos nas pare­des de madeira do acam­pa­mento de nome “Caño Caribe” onde esta­vam, ele pode ver que Clara Rojas estava grá­vida. Meses depois do nas­ci­mento, oco­rrido em julho de 2004, leva­ram o bebê e Clara gri­tava o nome do menino pedindo que o devol­ves­sem mas nin­guém lhe dava ate­nção. Pin­chao conta que o pai de Ema­nuel é um gue­rril­heiro cha­mado Juan David, codi­nome “Rigo”, per­ten­cente à Frente 54 e que comentava-se que iam matá-lo. O que é extre­ma­mente difí­cil de acei­tar é que esta cria­nça tenha sido fruto de um ato de amor, que a vítima tenha se enamo­rado e tido um romance com seu algoz; não quando se trata de gente para quem uma vida humana não vale nada!

Segundo um ex-diretor do hos­pi­tal de El Retorno, para onde foi levado mais tarde Ema­nuel, “Não é cos­tume das FARC dei­xar que as gue­rril­hei­ras ten­ham fil­hos e quando é dema­siado tarde para abor­tar, ao nas­cer entre­gam a cria­nça a mili­cia­nos nas cida­des mais pró­xi­mas”. E foi o que oco­rreu. Como Ema­nuel teve um bra­cinho que­brado ao nas­cer (de parto cesa­reana) e sem cui­da­dos ade­qua­dos adqui­riu impa­lu­dismo e leish­ma­niose, as FARC deci­di­ram dá-lo a alguém para cui­dar; entregaram-no a José Cri­santo Gómez Tovar, um pedreiro pau­pé­rrimo e com cinco fil­hos que tam­bém era ras­pa­dor de coca. Fica­ram de vol­tar no dia seguinte mas passou-se qua­tro meses quando apa­re­ceu uma gue­rril­heira que disse que o menino “era muito lindo e se pare­cia com seu pai, Juan David”, daí terem-no regis­trado com esse nome.

Com a situação finan­ceira cada dia pior, as cria­nças doen­tes, e as FARC sem dei­xar qual­quer ajuda, sobre­tudo din­heiro para criar o bebê, Gómez Tovar resolve mudar-se sem o con­he­ci­mento dos terro­ris­tas e pro­cu­rar ajuda no hos­pi­tal de San José del Gua­viare. Lá, um homem que se iden­ti­fi­cou como sendo das FARC o ameaçou, obrigando-o a dizer que era parente do bebê, daí o motivo dele ter-se iden­ti­fi­cado como seu tio-avô. Um vizinha viu o estado das cria­nças e denun­ciou ao escri­tó­rio muni­ci­pal do ICBF que acol­heu Emanuel.

Qua­tro meses depois vol­ta­ram a pro­cu­rar Tovar para saber notí­cias de Ema­nuel e ele men­tiu, dizendo que estava em tra­ta­mento e que estava bem mas ressente-se de que nunca lhe per­gun­ta­ram se pre­ci­sava de din­heiro. Há três meses o “Coman­dante Jeró­nimo” disse que pre­ci­sava falar com ele sobre o menino e ameaçou toda sua famí­lia se não desse notí­cias do bebê. Em 18 de dezem­bro, quando as FARC já haviam mon­tado o show junto com Chá­vez, as ameaças foram mais dire­tas e deram um prazo até 30 de dezem­bro para devolvê-lo. Deses­pe­rado, Tovar pro­cu­rou o Defen­sor Públlico de San José del Gua­viare e a Assis­tên­cia Jurí­dica que o aju­da­ram e lhe ofe­re­ce­ram segurança.

No hos­pi­tal diag­nos­ti­ca­ram que Ema­nuel sofrera mal­trato, negli­gên­cia e aban­dono, além de apre­sen­tar des­nu­trição, impa­lu­dismo, enfer­mi­dade dia­rréica aguda, leish­ma­niose, fra­tura do úmero e retardo no desen­vol­vi­mento psi­co­mo­tor. Mas Maru­landa acusa Uribe de estra­gar a “brin­ca­deira”, de que­rer impe­dir um “inter­câm­bio huma­ni­tá­rio” e depois de recon­he­cer que a ope­ração não acon­te­ceu por­que Ema­nuel não estava em poder deles, ale­gou que a entrega não foi feita por causa das “inten­sas ope­rações mili­ta­res no local” e que Uribe seqües­trou o menino.

Como se pode ver, nem as FARC fize­ram Chá­vez de idiota nem tam­pouco Uribe é o vilão da his­tó­ria como já faz coro a imprensa venal. Chá­vez tem duplo acordo com as FARC, atra­vés do Foro de São Paulo e do for­ne­ci­mento de armas, din­heiro, terri­tó­rio livre para mon­tar suas bases em troca do mono­pó­lio da cir­cu­lação da droga; nen­hum ia trair o outro pois ambos se devem favo­res e fide­li­dade. A escolha de Chá­vez como o “grande media­dor” foi mais um des­ses favo­res e ambos sabiam que Ema­nuel não estava em poder das FARC, daí por­que não pode­ria ser outra pes­soa a ter o comando da ope­ração. Daí tam­bém o por­quê da cer­teza de Chá­vez de que os reféns seriam entre­gues e sua “paciên­cia” em espe­rar pelo prazo e local que Maru­landa deter­mi­nasse mas, o que eles não espe­ra­vam, é que o tiro saísse pela cula­tra e outra pes­soa lhes pas­sasse a perna.

Foi Ema­nuel quem derro­tou as FARC e expôs ao mundo toda a cruel­dade deste bando de assas­si­nos; foi Ema­nuel quem derro­tou Chá­vez e seus pla­nos abo­mi­ná­veis de se pro­mo­ver às cus­tas do sofri­mento de vidas huma­nas que eram ape­nas parte da pai­sa­gem sel­vá­tica. Antes que quei­ram acu­sar Uribe de impe­dir a “paz” na Colôm­bia, é pre­ciso ficar claro que este bando de abu­tres insen­sí­veis como o baju­la­dor de dita­do­res comu­nis­tas, Oli­ver Stone, a mídia com­pan­heira de via­gem e os “obser­va­do­res inter­na­cio­nais” – dos paí­ses per­ten­cen­tes ao Foro de São Paulo -, pouco se importa com o sofri­mento das famí­lias dos seqües­tra­dos ou com as mil­ha­res de vidas cei­fa­das bru­tal­mente e sem razão pelas FARC. Para este tipo de gente os fins cruéis con­ti­nuam a jus­ti­fi­car os meios e, fazendo jus ao cos­tu­meiro cinismo, se cal­har, ainda vão suge­rir para o pró­ximo prê­mio Nobel da Paz, Chá­vez ou as FARC, pelo belo gesto “huma­ni­tá­rio” que em boa hora foi des­mas­ca­rado pelo pre­si­dente Uribe. Depois de ter dado este prê­mio a “paci­fi­ca­do­res” crip­to­co­mu­nis­tas como Jimmy Car­ter, Rigo­berta Men­chú, Des­mond Tutu e final­mente Al Gore, é pro­vá­vel que estas huma­nís­si­mas cria­tu­ras sejam ao menos indi­ca­das; por que não?

* Fuerte Tiuna é tam­bém onde fun­ciona o Minis­té­rio do Poder Popu­lar da Defesa da Repú­blica Boli­va­riana da Venezuela.

Autor: Graça Salgueiro
Fundadora e Representante do FDR para a América Latina

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