Brasil: opção preferencial
pela ilegalidade — Parte 2

Que recaia sobre os ombros e a res­pon­sa­bi­li­dade dos Srs. Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Auré­lio Gar­cia e Celso Amo­rim, os danos físi­cos, morais e mate­riais que oco­rre­rem ao povo hon­du­renho. E se hou­ver um mas­sa­cre, não cul­pem o pre­si­dente Miche­letti ou as Forças de Segu­ra­nça hon­du­ren­has, mas aos que agi­ram clan­des­ti­na­mente, de má-fé e cal­cu­la­da­mente, tra­mando desde o Foro de São Paulo, con­luia­dos com a OEA, a ALBA e a ONU.

( leer en espa­ñol)


honduras-carro-da-policiaOntem o governo bra­si­leiro des­fe­riu o golpe mais baixo, des­res­pei­toso e ile­gal con­tra o governo de fato de Hon­du­ras, quando par­ti­ci­pou da cons­pi­ração para abri­gar clan­des­ti­na­mente em sua embai­xada o pre­si­dente deposto cons­ti­tu­cio­nal­mente Manuel Zelaya.

Para que se possa com­preen­der este fato, é neces­sá­rio recuar um pouco no tempo e ler o que diz na Reso­lução Final do XV Encon­tro do Foro de São Paulo, oco­rrido no México entre 22 e 23 de agosto, em seu pará­grafo décimo quinto, item 2, onde os prin­ci­pais temas deba­ti­dos foram o acordo mili­tar Colômbia-Estados Uni­dos e o “golpe” em Honduras:

“Décimo quinto (…)

2. Apoiar deci­di­da­mente a esquerda hon­du­renha nos ter­mos da reso­lução par­ti­cu­lar por este XV Encon­tro” (http://​www​.pt​.org​.br).

Ora, o que de tão secreto acordou-se nesta “reso­lução par­ti­cu­lar” que ape­nas os elei­tos pude­ram tomar con­he­ci­mento? Não se sabe mas é pos­sí­vel pre­su­mir, depois do que oco­rreu ontem em Hon­du­ras. Desde que Zelaya foi deposto a posição do Bra­sil sem­pre foi coerente, não com os fatos e a reali­dade, tam­pouco com o que diz da boca para fora ao defen­der a demo­cra­cia, a sobe­ra­nia nacio­nal e a auto-determinação dos povos, mas ao ideá­rio comu­nista. Cor­tou vários acor­dos bila­te­rais que man­tinha com aquele país, des­con­he­ceu o novo governo bem como os fun­cio­ná­rios da embai­xada, can­ce­lou os vis­tos dos hon­du­ren­hos resi­den­tes no Bra­sil, além de insis­ten­te­mente exi­gir do comuno-muçulmano pre­si­dente dos Esta­dos Uni­dos, Barack Obama, que aper­tasse o cerco con­tra o novo governo de Roberto Micheletti.

Obama aper­tou mas não tanto quanto deseja­vam Lula-Chávez-FARC, que que­riam a caveira de Miche­letti e seu acó­lito Zelaya outra vez no poder, para dar pros­se­gui­mento aos pla­nos de comu­ni­zar Hon­du­ras e fazer dela um paraíso do narco-terrorismo como esteve quase a ponto de se tornar.

Agora, depois que atiça­ram fogo ao paiol de pól­vora, reagem em um coro cínico e hipó­crita todos os que con­tri­buí­ram para este fato. Inzulsa deixa cair a más­cara e nova­mente volta a insis­tir na apro­vação do pacto de São José da Costa Rica, pro­posto pelo pre­si­dente Oscar Arias, que pede a anis­tia a Zelaya e sua volta ao poder. Ade­mais, joga o mesmo jogo sujo que as FARC e Chá­vez fazem com Uribe, quando dizem que “ele” não quer se abrir ao diá­logo. Em um comu­ni­cado emi­tido ao governo hon­du­renho, Inzulsa diz: “Quero fazer um cha­mado à calma aos ato­res envol­vi­dos neste pro­cesso, e assi­na­lar às auto­ri­da­des do governo de fato que devem tornar-se res­pon­sá­veis pela segu­ra­nça do pre­si­dente Zelaya e da embai­xada do Bra­sil”. Ora, se cabe alguma res­pon­sa­bi­li­dade nisso é ao Sr. Luiz Inácio e ao Sr. Hugo Chá­vez, men­to­res da patifaria!

O embai­xa­dor do Bra­sil em Hon­du­ras, Ruy Casaes, por sua vez, diz que Zelaya che­gou “por meios pró­prios, pací­fi­cos e acom­pan­hado de sua esposa e outras pes­soas”. As palavras-chave neste momento são “diá­logo”, “calma” “paci­fi­cação”, “res­peito à demo­cra­cia”. São repe­ti­das à exaus­tão para que o povo fixe ape­nas o que é dito, enquanto as ações não têm NADA de pací­fico e muito menos demo­crá­tico. Os segui­do­res de Zelaya já começa­ram seus atos de van­da­lismo, depre­dando, saqueando e até um carro da Polí­cia foi incen­diado e, no entanto, todos os favo­rá­veis à des­or­dem e ao des­res­peito à Cons­ti­tuição, acu­sam a opo­sição daquilo que eles fazem.

Uma das pro­vas mais fide­dig­nas de que este retorno de Zelaya estava pla­ne­jado desde o Foro de São Paulo e de comum acordo entre Lula e Chá­vez é que, quem pri­meiro deu a notí­cia foi a rede de TV Tele­Sul, e a pri­meira pes­soa a falar com Zelaya por tele­fone foi Chá­vez. Ousado, este delin­qüente boli­va­riano man­dou uma clara ameaça a Miche­letti: “Espe­ra­mos que os gol­pis­tas entre­guem o poder e não vão mas­sa­crar esse povo ou ten­tar uma lou­cura. O mundo está na expec­ta­tiva”. No entanto, logo após se cer­ti­fi­car de que a embai­xada do Bra­sil havia rece­bido clan­des­ti­na­mente Zelaya, o pre­si­dente Miche­letti fez este comu­ni­cado que ape­nas pede o que é legal: que o Bra­sil ofe­reça asilo polí­tico a Zelaya ou o entre­gue às auto­ri­da­des para ser jul­gado como qual­quer outro cida­dão que tem um pro­cesso pen­dente na justiça.

Até agora o Bra­sil não se pro­nun­ciou mas Lula disse desde New York — onde foi para a reunião da comu­nista e cúm­plice ONU -, muito infla­mado e com os olhos esbu­gal­ha­dos, que “não se pode mais admi­tir na Amé­rica Latina, que mili­ta­res dêem golpe de Estado e fiquem impu­nes; isto é intolerável!”.

Esta ati­tude mes­quinha, covarde, ile­gal e con­de­ná­vel sob todos os aspec­tos do governo bra­si­leiro, trará, como já está sendo visto, con­se­qüên­cias muito nefas­tas, sobre­tudo aos hon­du­ren­hos que serão as víti­mas desta rebe­lião que começa a se for­mar. Que recaia sobre os ombros e a res­pon­sa­bi­li­dade dos Srs. Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Auré­lio Gar­cia e Celso Amo­rim, os danos físi­cos, morais e mate­riais que oco­rre­rem ao povo hon­du­renho. E se hou­ver um mas­sa­cre, não cul­pem o pre­si­dente Miche­letti ou as Forças de Segu­ra­nça hon­du­ren­has, mas aos que agi­ram clan­des­ti­na­mente, de má-fé e cal­cu­la­da­mente, tra­mando desde o Foro de São Paulo, con­luia­dos com a OEA, a ALBA e a ONU.

Se hou­ver um mas­sa­cre em Hon­du­ras, terá sido pla­ne­jado e exe­cu­tado por estes mes­mos que advo­gam pelo “retorno à demo­cra­cia”, ou ainda pelo pró­prio Zelaya que che­gou adap­tando o slo­gan boli­va­riano “Pátria, res­ti­tuição ou morte!”. Do mesmo modo que foram pla­ne­ja­dos os mas­sa­cres de 11 de abril de 2002 na Vene­zuela, e em 11 de setem­bro de 2008 na Bolí­via, seus auto­res são os mes­mos de sem­pre e nós os con­he­ce­mos bem!

Fuente: Mídia Sem Máscara

Autor: Graça Salgueiro

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Un comentario en “Brasil: opção preferencial
pela ilegalidade — Parte 2”  

  1. 1 Adjar

    Infe­liz­mente temos que con­cor­dar com a expo­sição que insere como auto­res deste epi­só­dio, Cha­ves e Lula e como boneco Zelaia, t6endo como vìtima o povo Hon­du­renho que, feliz­mente teve um judi­ciá­rio e um legis­la­tivo à altura do seu povo e impe­diu o ver­da­deiro golpe con­tra a cons­ti­tuição de hon­du­ras. Infe­liz­mente não temos a mesma sorte no Bra­sil e assis­ti­mos dia­ria­mente senas imo­rais e aéti­cas pelos pode­res cons­ti­tui­dos enquanto o MST faz o que quer no país, tendo por último, inva­dido uma fazenda onde foram des­trui­dos 7000 pés de laranja e lá se ins­ta­la­ram enquanto a jus­tiça esta­dual se decla­rou incom­pe­tente para agir, pas­sando par4a a jus­tiça Fede­ral jul­gar. Será que o governo vai inde­ni­sar pelos pre­juí­zos? O MST é tido como n~~ao pes­soa jurí­dica e por­tanto tem sido inim­pu­tá­vel por todods os atos,Esperamos por uma ati­tude digna do povo bra­si­leiro, por parte de quem detem a autoridade.

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